Prancha IX

Tempo de execução: 155h.

Terminada em 03 de dezembro 1951.

A segunda das 5 pranchas que tratam da representação do relevo apresenta os métodos de hachuras (ou hachúrias) e esbatidos efetuados a partir das curvas de nível. O primeiro deles foi largamente empregado na carta de França, da época de Napoleão. As hachuras têm tamanhos específicos em largura e espaçamento, de acordo com a inclinação do terreno. Além disso, tinham que ser desenhadas perpendicularmente às curvas de nível (linha de maior declive). Um trabalho dificílimo e demorado.

A carta da França é composta por 274 folhas elaboradas entre os anos de 1833 e 1882. Sua construção ocupou 800 engenheiros, desenhistas e gravadores, durante um milhão e 900 mil dias de trabalho. Acreditamos que as hachuras são um requinte utilizado pelo governo francês para melhorar a visibilidade do relevo, já apresentado pelas curvas de nível. Pensamos que até certo ponto, as hachuras, ao “esconderem” as curvas de nível, acabaram por dificultar as tomadas de medidas nas cartas.

Pode-se dizer que tanto as hachuras como os esbatidos são técnicas para ressaltar o relevo, embelezando-os.